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Qualificação Profissional
Publicado em: 08/06/2026
Autor: Salão do Encontro
Salão do Encontro oferece cursos gratuitos para jovens e mulheres no Imbiruçu

Parceria com a Petrobras oferta formações em empreendedorismo, culinária tradicional e artes manuais; inscrições vão até 26 de junho e cursos iniciam em julho
O Salão do Encontro, em parceria com a Petrobras, está abrindo vagas para uma série de cursos gratuitos em Betim. As atividades visam capacitar, principalmente, jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade social. Com inscrições abertas até o dia 26 de junho, são oferecidas formações em empreendedorismo, culinária tradicional e artes manuais. As aulas ocorrem no Salão do Encontro Filhote, localizado no bairro Imbiruçu, a partir do início de julho.
Os cursos são realizados por meio do projeto Semeando Cidadania, Saber e Cultura, viabilizado pelo Programa Petrobras Socioambiental. Em 2026, o projeto chega ao seu 8º ano de execução trazendo a novidade dos cursos de capacitação para mulheres e jovens da região do Imbiruçu e de bairros do entorno da Refinaria Gabriel Passos (Regap). As atividades atendem demandas do território onde o Salão do Encontro atua há 20 anos em sua unidade Filhote. Ao todo, 680 alunos serão formados pela iniciativa até 2030.

Alzely Lucas Santos, gerente do Salão do Encontro Filhote, ressalta que a demanda partiu da própria comunidade atendida. “A ideia nasceu de uma necessidade que a gente começou a visualizar nas inscrições de outras ações que realizamos, que vão até os 21 anos. As pessoas estavam vindo fazer as atividades e vinham familiares também buscando participar de projetos, principalmente mães e avós.”
A gestora entende que esse novo momento proporcionado pelo projeto Semeando Cidadania, Saber e Cultura é um marco de abertura de novas fronteiras. Para Alzely, os cursos oferecidos pela parceria com a Petrobras possibilitam capacitar pessoas que buscam um ofício para complementar renda e também aperfeiçoar empreendedores que já trabalham com pequenos negócios — muitos deles desenvolvidos a partir de atividades realizadas no Salão do Encontro Filhote.
“Esses cursos estão abrindo uma nova fronteira. Tem muitas pessoas que já se aposentaram e precisam complementar renda, outras que ainda não se profissionalizaram ou estão neste processo e precisam aprender novas técnicas. Agora, nós temos como oferecer isso para eles”, explica Alzely.
Empreendedorismo
Voltado ao público jovem, o curso de empreendedorismo é oferecido em conjunto com o Sebrae-MG. O percurso formativo aborda conteúdos de criatividade, inovação e experimentação, buscando capacitar os alunos para criar e gerir seus próprios negócios. As atividades do curso iniciam com três dias de imersão e depois seguem no período da tarde, de segunda a sexta-feira, durante cinco semanas, até completar 88h.
O projeto ainda oferece a iniciativa Capital Semente, que premiará as melhores propostas desenvolvidas em cada turma. Ao final de cada ciclo, dez alunos serão selecionados para consultorias individualizadas e os que apresentarem as três melhores serão premiados.
A gerente da unidade Filhote destaca que esse processo formativo deve impactar diretamente dezenas de jovens que já desenvolvem seus trabalhos a partir de conhecimentos aprendidos na unidade, uma demanda antiga da comunidade. “Muita gente chega aqui na unidade e vê os trabalhos já desenvolvidos por aqui, como na marcenaria ou na cozinha, e querem comprar produtos como esse. Com esse incentivo à profissionalização, vamos poder entregar um cartão e indicar ‘esse artesão aqui faz esse trabalho’ ou ‘essa pessoa produz essas quitandas’”, conclui Alzely.
Com 30 vagas por turma, para participar é necessário ser maior de 18 anos e ter interesse na área. O público prioritário, mas não exclusivo, são jovens em vulnerabilidade social da região do Imbiruçu e dos bairros do entorno da Regap. Até 2030, serão abertas 12 turmas, somando 360 alunos formados.
Culinária e Artes Manuais

As oficinas de culinária tradicional e artes manuais são voltadas, principalmente, a mulheres à procura de qualificação em áreas que já atuam ou em busca de novas habilidades. A proposta visa capacitar as alunas a desenvolverem autonomia financeira.
Lourdes Leite, gerente de projetos do Salão do Encontro, reforça a escolha dos cursos e seu formato para a democratização do conhecimento, técnicas e geração de renda. “Não são cursos técnicos, não exigem educação formal ou estudo prévio, vão trabalhar diretamente no desenvolvimento de habilidades. As quitandas mineiras, por exemplo, não necessitam de uma padaria montada ou equipamentos sofisticados, podem ser feitas de casa mesmo. Nas artes manuais serão ensinadas técnicas que não exigem um tear montado, uma máquina de costura grande, são trabalhos com equipamentos acessíveis que permitem gerar receitas”, afirma a gerente de projetos da instituição.
Na oficina de culinária tradicional, a formação é voltada à produção de pratos e quitandas da gastronomia regional. São trabalhadas práticas de produção e apresentação de alimentos, uso sustentável de ingredientes, higiene e boas práticas de manipulação, além da conexão entre culinária, identidade e memória afetiva.
As turmas da oficina de artes manuais irão vivenciar de forma aprofundada uma ou duas técnicas artesanais ligadas a práticas sustentáveis. As atividades passam pela valorização da cultura manual como expressão de identidade, acabamento de produtos, noções de precificação e empreendedorismo social, entre outros temas.
Ambas oficinas terão conteúdos variáveis a cada turma, dependendo dos interesses das alunas e das especialidades dos facilitadores convidados. Entretanto, o viés de valorização dos processos artesanais e culturais regionais se mantêm e são uma marca do Salão do Encontro e sua metodologia, amplificada pelo projeto Semeando Cidadania, Saber e Cultura, em parceria com a Petrobras.
“As oficinas articulam o resgate dos saberes e das técnicas manuais, os sabores da culinária mineira que também se vinculam à questão do patrimônio e da cultura de Minas. É um trabalho que tem a marca do Salão do Encontro e do projeto Semeando Cidadania, Saber e Cultura, buscando salvaguardar técnicas que fazem parte da nossa cultura e que sejam ao mesmo tempo acessíveis”, finaliza Lourdes.
Para as oficinas de culinária tradicional e artes manuais, o público prioritário, mas não exclusivo, são mulheres adultas — inclusive com mais de 60 anos — da região do Imbiruçu e das comunidades do entorno da Regap, em situação de vulnerabilidade social. O percurso formativo é de 80 horas, com aulas aos sábados, no período da manhã e início da tarde. As turmas são de 20 alunas e, até 2030, com oito turmas cada, somarão 320 alunas formadas.
Inscrições
As inscrições para as oficinas de empreendedorismo, culinária tradicional e artes manuais devem ser realizadas via formulário online disponível em: https://forms.gle/fnJY2TXJZFhtWUkb9 .
O período para inscrições dos cursos gratuitos do Salão do Encontro se encerra no dia 26 de junho e as primeiras turmas iniciam em julho.
Após a realização da inscrição, haverá um período de matrícula com os alunos selecionados a partir dos critérios do projeto. Aqueles que não forem chamados para as primeiras turmas serão alocados em uma fila de espera, com possíveis chamamentos futuros.
As atividades são realizadas no Salão do Encontro Filhote, Av. Juiz Marco Túlio Isaac, 10.100, no bairro Laranjeiras, na regional Imbiruçu, em Betim.
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