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Patrimônio

Publicado em: 04/05/2026

Autor: Salão do Encontro

Salão do Encontro recebe escolas e grupos para visitas patrimoniais

Salão do Encontro recebe escolas e grupos para visitas patrimoniais
Parceria com a Petrobras já levou mais de 4 mil pessoas para conhecer instituição certificada como Patrimônio Imaterial de Betim
A preservação das práticas e saberes tradicionais da cultura mineira é uma das bandeiras do Salão do Encontro. Junto à longa trajetória nas áreas de educação e assistência social, a instituição, fundada em 1970 no bairro Angola, é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Betim. Em sua metodologia de trabalho, o Salão do Encontro mantém viva a transmissão de diversas técnicas do artesanato mineiro.
Por meio do projeto “Semeando Cidadania, Saber & Cultura”, uma parceria com a Petrobras, viabilizada pelo Programa Petrobras Socioambiental, o Salão do Encontro consegue ampliar sua atuação na valorização e no fomento da arte e da cultura em Minas Gerais. Entre as ações ofertadas pelo projeto está a realização de visitas patrimoniais guiadas gratuitas a instituições públicas de ensino de toda Região Metropolitana de Belo Horizonte, com lanche incluso.

Alunos e educadoras da Escola Municipal Professora Maria Martins de Moraes, do bairro Cascata, em Ibirité, puderam visitar o Salão do Encontro recentemente. Débora, vice-diretora da escola, relata a alegria das turmas durante o percurso de educação patrimonial. “Gostamos muito e pudemos conhecer muito. É encantador. Os alunos ficaram muito satisfeitos e a gente também. Queremos vir mais vezes”.
Pela parceria com a Petrobras, mais de 4 mil pessoas puderam conhecer as práticas culturais, educativas e artísticas que o Salão do Encontro promove em sua unidade Matriz. Esse fazer voltado à preservação e promoção de saberes se estende desde a manutenção do coletivo de artesãs Laços do Encontro, que trabalha até hoje com o tradicional tear mineiro, às oficinas de arte-educação realizadas no âmbito do ensino regular e complementar oferecidos pelo Salão do Encontro. Outro destaque é o Memorial Noemi Gontijo, voltado à preservação e divulgação da memória da fundadora da instituição, recentemente certificado pela Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de Minas Gerais e pelo Ministério da Cultura como museu.
A monitora de Turismo da instituição, Raphaela Costa, explica a importância da educação patrimonial para a metodologia do Salão do Encontro, baseada na tríade arte, educação e patrimônio. “A educação patrimonial é capaz de transformar a cultura em uma ferramenta de fácil acesso para qualquer tipo de público, é uma ferramenta de inclusão. Tem todo um contexto da arte com a educação e o patrimônio que trabalhamos nessas visitas. É por meio dessa tríade que a gente consegue fazer dessa experiência um aprendizado único e acessível.”

Visitas Patrimoniais
As visitas patrimoniais do Salão do Encontro têm como público principal estudantes da educação infantil e ensino fundamental, podendo também receber alunos do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de outros grupos. A duração média da visita patrimonial é de duas horas, com roteiros adaptados mediante disponibilidade, necessidade e demandas de cada público.

O percurso padrão das visitas inicia pelo anexo do Memorial Noemi Gontijo, que conta com o acervo de artesanato e marcenaria produzidos ao longo da história da instituição. Em seguida, o roteiro segue para o espaço onde as artesãs do coletivo Laços do Encontro demonstram o processo de fiagem do algodão e sua utilização em equipamentos tradicionais como o tear mineiro e o tear chileno.
Maria da Guia, uma das artesãs do coletivo, relata a magia no olhar das crianças ao conhecerem os processos tradicionais da fiação e tecelagem. “Para elas tudo é novidade, estão acostumadas a verem as coisas prontas e não têm ideia de como é feito. Quando transformamos a bolinha de algodão em fio elas entendem aquilo como mágica, elas não imaginam que aquilo vai se transformar em linha. Parece mesmo mágica, porque não tem outra explicação para elas de como aquilo se transforma daquela maneira”, conta a tecelã que está no Salão do Encontro desde 1979.

O próximo ponto da visita patrimonial é na escola, onde o público tem contato com as oficinas pedagógicas de arte-educação da metodologia formulada pela fundadora do Salão do Encontro, Noemi Gontijo. Por lá, conhecem as oficinas de tecelagem, de cerâmica, fazendinha e pintura com tintas naturais.

Raphaela Costa ressalta que este é um dos mais relevantes para as visitas escolares. “Em todas as oficinas elas vão poder experienciar um pouquinho do contexto da nossa metodologia”, explica a turismóloga.

O roteiro encerra no Memorial Noemi Gontijo. Inaugurado em 2024, o espaço conta a história da fundadora da instituição, com memórias pessoais e de seu incansável trabalho pela educação e ajuda aos mais necessitados. Em 2025, o memorial recebeu a certificação de museu pela Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) e pelo Ministério da Cultura. O Memorial também integra a plataforma digital Visite Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Agendamento
O projeto “Semeando Cidadania, Saber & Cultura”, parceria do Salão do Encontro com a Petrobras, oferece entrada gratuita e lanche para visitas realizadas por instituições públicas de ensino.
Além da rede pública de ensino, escolas privadas, instituições sociais, empresas e outros grupos também podem realizar as visitas patrimoniais guiadas pela instituição.
Para todos os públicos, é necessário realizar agendamento prévio pelo e-mail visitas@salãodoencontro.com.br. A unidade Matriz do Salão do Encontro, onde ocorre o percurso de educação patrimonial, fica localizado na Rua João da Silva, 34, bairro Angola, em Betim.

Matriz

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Angola, Betim/MG/MG

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